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domingo, 8 de abril de 2012

Algo assim como perdoar



Algo assim como perdoar.



Existe uma época no ano
que nos instiga a perdoar.
Inicia um tempo de reflexão.
A mente reflete sobre a vida,
a alma precisa do perdão.
Melhor que guardar antigos remorsos
é procurar a reconciliação.
Buscar reforços,
e na força de vontade de cada um acreditar,
acreditar que há novos começos,
recomeços e finais felizes.
Apesar da vida ser um ciclo.
Um ciclo ininterrupto,
às vezes tudo da certo,
às vezes não.
Às vezes os dias demoram a passar,
às vezes passam tão depressa...
Ao ver o sol, ele já está se pondo.
Por vezes o ciclo é interrompido,
interrompido por uma briga, pela inveja, pelo desamor.
Mas o que adianta um elo quebrado,
um coração mal amado,
um bom rei despojado?
Portanto, por que não perdoar?
Por que guardar rancor?
Por que não pedir perdão?
Qual o motivo do orgulho?
Com certeza uma amizade vale mais
que o orgulho e a raiva de uma inimizade.
Então, o que há de errado em perdoar
ou pedir perdão?
O que há de errado em sentir-se bem
consigo e com os outros?
Por que não libertar a consciência?
Por que não tirar o peso que a atormenta?
Reflita,
existe uma época do ano que nos possibilita
parar para pensar!
Pense,
não há nada mais gratificante do que ser perdoado...
Ou melhor, há sim,
há algo assim como perdoar.



                                               Marcius Andrei Ullmann
09 de fevereiro de 2005.




     Páscoa



Na Páscoa experimentamos um renascimento em nós mesmos. Algo que vibra e faz-nos carecer do próximo. Esta é a Páscoa verdadeira. Páscoa da alma, que neste tempo de perdão cativa a todos, pois é a alegria de um novo recomeço, de fé e de esperança num amanhã melhor em todos os sentidos!

Que seja a Páscoa de todos os amigos e leitores uma benção e um momento de reflexão. Que seja a Páscoa este momento divino de silêncio e perdão. Enfim, que seja a Páscoa de fé e renovação.
A todos um grande abraço e Feliz Páscoa.

Marcius A. Ullmann
08/04/2012

domingo, 1 de abril de 2012

Anti-Soneto da Vingança



Anti-Soneto da Vingança



Como rio ou riso caudaloso,
o líquido gélido, cáustico ou sem gosto
corre em teu corpo venenoso.
E eu a contemplar teu medo, rosto.



Agora vês o que fizeste?
Com teu verso, tom infindo,
com teu sínico riso agreste,
ocultaste meu desespero rindo!



Agora que sorveste da taça,
provaste do veneno que mata,
não há mais quem acuda ou faça



de ti dama ou prostituta de raça,
és cobra sem toca nem casta.
És morta como lixo, não caça!

Marcius Andrei Ullmann
Pelotas, 19 de março de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

DESÉRTICO CORAÇÃO

DESÉRTICO CORAÇÃO




Letra: Marcius Andrei Ullmann
Música: Eliézer Quadro Oreste

       Intro : 2X  { C#m F#m Bm D }
                  
                           F                               C
                              Fui arrancado dos teus braços
                              E                        D
                              E jogado aos abraços
                        F                          C
                              Numa tristeza tão cruel
   G                           D
   E tudo que existe agora é fel

   C#m                     F#m
    Você me destrói aos poucos
    Bm                 D
     E entre são e loucos
     C#m                      F#m
     Estou perdido, atormentado.
     Bm                                D
    Você, não mais do meu lado

               A                             E
              Meu coração ficou deserto
               B                           A7+
              Porque você não me quis
REFRÃO:   2X      A                            E
              Não sei se estava correto
              B                         A7+
              Tudo que por você fiz

              2X     { C#m F#m Bm D }
                          F
  Com meus versos
  C
                          Tentei te conquistar
   F
                           Mas teu universo
                 C                  D
  Não me fez permitir entrar
                 E
           E Agora...



REFRÃO...


         C#m F#m Bm D
                                 C#m F#m Bm D
                                 C#m F#m Bm D
                           C#m F#m

   B                      A7+
Tudo que por você fiz

          C#m F#m Bm D
          C#m F#m

 B                      A7+   E
                         Tudo  que por você fiz …

Pelotas, 6 de maio de 2007


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quarto da desilusão

Quarto da desilusão



Sobre a mesa, lápis e um jornal,
folhas rasgadas,
palavras apagadas,
mas não faz mal,
os segredos continuam naquele lugar
não pôde trazê-los para ver o mar.

Lápis, canetas e um jornal
com uma notícia fatal,
num quarto bagunçado,
totalmente desarrumado.
Sobre o jornal uma lágrima de dor
por um interrompido amor.

Não há mais felicidade,
não há alegria,
não há necessidade
do raiar de um novo dia.

A vida acabou.
Seu amor se foi para além...
E ela ficou aquém
do que sobrou.
A ilusão sucumbiu
e seu coração se partiu.

Resta a dor, resta o nada.
Resta a noite abafada
no quarto da desilusão,
onde se ouviu um trovão
e ao encontro de seu amor
ela acabou por ir.
Deixou para traz o calor
de um corpo a sorrir.


No quarto da desilusão
é trágico ouvir que alguém foi embora
e não era sua hora.
Resolveu pedir perdão,
sobre a mesa, lápis e folhas rasgadas,
de sangue manchadas
e uma carta de sentimentos seus,
uma carta de adeus...

Marcius Andrei Ullmann
2 de abril de 2006.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Poema Urbano

Poema Urbano


Cidade
Idade
Imensidade

Rumo incerto
Ventre Feto
Silêncio certo

A Cidade corre e correndo
sem Idade socorre e socorrendo
nessa Imensidade se morre e morrendo...

Num Rumo incerto nasce e nascendo
do Ventre em feto surge e surgindo
reina o Silêncio certo e silenciando...

Não se ouve o gemido, choro, brado
nem do vento que ventaneja alado,
sopra, assovia e sorve o espaço

Nem do bebê que, em fim, dorme,
suave, soninho que some
no calor da mãe em colo, balouça o braço...
Balouça o braço...
Balouça o braço...
Balouça o braço...

Marcius Andrei Ullmann
Pelotas, 03 de março de 2011
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